27 de outubro de 2026
Os custos do transporte rodoviário de cargas continuam pressionando o orçamento das empresas. Segundo boletim econômico divulgado pelo SETCEMG em 22 de outubro, o Índice Nacional de Custos do Transporte de Carga Fracionada acumulou alta de 9,18% nos 12 meses encerrados em setembro. Na carga lotação, o aumento foi de 6,84%.
Na comparação mensal, os indicadores avançaram 0,12% e 1,48%, respectivamente. Os índices acompanham a evolução dos custos e não representam, necessariamente, os reajustes efetivamente praticados nos fretes.
O boletim também registra movimentos distintos nos componentes ligados aos pneus. Em setembro, o pneu 275/80 R 22,5 apresentou queda de 3,83%, enquanto a recapagem teve variação positiva de 2,41%, no acompanhamento dos insumos da carga fracionada. Os percentuais correspondem aos itens monitorados e não devem ser generalizados para todos os produtos ou fornecedores. Fonte: SETCEMG — Boletim Econômico de 22/10/2026.
O preço de compra é apenas parte da conta
Nesse cenário, o diálogo entre reformadoras e transportadoras pode avançar para uma avaliação mais completa do uso dos pneus. Comparar somente o preço de um pneu novo com o valor de uma reforma deixa de fora informações como quilometragem obtida, condições de operação e aproveitamento da carcaça.
O custo por quilômetro oferece uma referência para essa análise. Para utilizá-lo, a frota precisa registrar os gastos e a distância percorrida em cada ciclo, mantendo critérios equivalentes de comparação entre pneus e aplicações.
A avaliação deve considerar o histórico real da operação. Rotas, cargas, posição no veículo e cuidados de manutenção influenciam os resultados, impedindo que uma experiência isolada seja tomada como garantia de desempenho para qualquer cliente.
Informação também faz parte do serviço
Para as reformadoras, acompanhar o desempenho após a entrega pode fortalecer o atendimento. Registros de quilometragem, identificação das carcaças e análise das causas de retirada ajudam a construir uma conversa baseada em resultados.
Esse acompanhamento também permite identificar oportunidades de melhoria em conjunto com a transportadora. A recomendação de reforma deve partir da avaliação técnica da carcaça, respeitando suas condições e os critérios aplicáveis ao processo.
Planejamento entre fornecedor e frota
Programar inspeções e retiradas para avaliação ajuda a organizar os prazos de atendimento e a manutenção dos veículos. Para a reformadora, conhecer a demanda prevista do cliente contribui para planejar produção e insumos.
Em um ambiente de pressão sobre os custos, demonstrar valor exige mais do que apresentar um preço competitivo. Para o segmento de reforma de pneus, reunir evidências sobre o serviço prestado e o desempenho em utilização é um caminho para apoiar decisões de compra e construir relações comerciais duradouras.
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