11 de setembro de 2026
O setor de serviços no Brasil ficou estável em julho frente a junho (variação de 0,0%), segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (10/09). Na comparação com julho de 2025, o crescimento foi de 0,9% — o 28º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. Apesar disso, o indicador confirma uma tendência de perda de ritmo: o acumulado em 12 meses desacelerou de 2,6% (até junho) para 2,4% (até julho), o terceiro mês seguido de arrefecimento. Ainda assim, o setor opera muito próximo do recorde histórico, alcançado em outubro de 2025 — está apenas 0,2% abaixo desse pico e 20% acima do patamar pré-pandemia.
O que puxou e o que segurou o resultado
Quatro das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram alta na passagem de junho para julho: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+0,4%), serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,6%), outros serviços (+0,7%) e serviços prestados às famílias (+0,5%). A única queda veio de informação e comunicação (-2,5%), segmento com peso relevante na pesquisa, que neutralizou o avanço dos demais e explica a estabilidade geral do índice.
O que isso significa para o reformador
O dado de transporte é o que mais interessa diretamente ao setor: depois de ficar estável em junho, a atividade voltou a crescer em julho, ainda que em ritmo moderado (0,4%). É um sinal de que o giro de frota — carga, logística, deslocamento de mercadorias — segue em recuperação lenta, mas positiva, mesmo em um cenário de desaceleração geral da economia de serviços. Combinado com o resultado de varejo em queda real que já mostramos por aqui, o quadro é de uma economia que segue rodando, mas com menos vigor do que nos meses anteriores — reforçando a importância de acompanhar de perto o comportamento da frota cliente e ajustar previsões de demanda com cautela, sem otimismo nem pessimismo excessivos.
Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada em 10 de setembro de 2026
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