11 de março de 2026
O Índice ABCR referente a fevereiro de 2026 apresentou estabilidade (0,1%) na comparação dessazonalizada com janeiro. O índice que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas é construído pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias juntamente com a Tendências Consultoria.
Na comparação dessazonalizada, o resultado refletiu a alta de 0,5% nos veículos pesados e queda de 0,4% em leves.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice total avançou 1,5%, impulsionado pela alta de 2,6% no fluxo de veículos leves, apesar da queda de 1,7% do segmento de pesados.
Nos últimos doze meses, o índice total avançou 2,5%, fruto do aumento de 2,7% de veículos leves e 1,8% de pesados.
“O fluxo total de veículos nas rodovias pedagiadas da ABCR ficou estável em fevereiro, resultado da combinação entre a queda no tráfego de veículos leves e o aumento no tráfego de pesados. Mesmo com retração no início do ano, o segmento de leves permanece em níveis historicamente altos, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pela maior renda, que estimulam deslocamentos cotidianos e viagens de lazer. Contudo, inflação de serviços persistente e crédito restrito ainda pressionam o orçamento das famílias e limitam maior expansão”, comentam os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert.
“Já o fluxo de veículos pesados segue em recuperação parcial após as perdas no fim de 2025, mas apresenta queda na comparação anual, refletindo o menor ritmo no escoamento da produção agrícola e os efeitos retardados da política monetária restritiva sobre setores industriais. Apesar disso, tendências estruturais como o avanço do comércio eletrônico e a demanda firme por algumas categorias de bens de consumo ajudam a suavizar a desaceleração. Assim, permanece essencial acompanhar como esses fatores contrários, macroeconômicos, setoriais e estruturais, vão influenciar o tráfego nas rodovias administradas pela ABCR nos próximos meses”, pontuam.
Nos últimos doze meses, o índice total avançou 2,5%, fruto do aumento de 2,7% de veículos leves e 1,8% de pesados.
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