28 de julho de 2026
O mercado global de reciclagem de pneus automotivos deverá praticamente dobrar ao longo dos próximos anos. Avaliado em US$ 10,2 bilhões em 2025, o segmento deve alcançar US$ 19,1 bilhões até 2034, segundo estudo da Growth Market Reports repercutido pelo portal britânico Tyrepress.
A projeção representa uma taxa média de crescimento anual de 7,2% entre 2026 e 2034 e reforça a importância econômica das soluções voltadas ao aproveitamento dos pneus ao longo de todo o seu ciclo de vida.
Entre os principais fatores que sustentam essa expansão estão o aumento da frota mundial de veículos, o crescimento do volume de pneus inservíveis, o avanço das regulamentações ambientais e a maior procura por matérias-primas recicladas nos setores de construção, indústria automotiva, engenharia civil e geração de energia.
O desenvolvimento de tecnologias mais eficientes também vem ampliando as possibilidades de aproveitamento dos pneus que chegam ao fim de sua vida útil. Processos mecânicos, criogênicos e de pirólise permitem recuperar materiais como borracha granulada, aço, óleo e negro de carbono, reduzindo a necessidade de matérias-primas virgens.
De acordo com o levantamento, a borracha granulada respondeu por aproximadamente 38,5% das receitas do mercado mundial em 2025. O material é empregado em diferentes aplicações, como asfaltos modificados, pisos esportivos, produtos industriais e soluções para redução de ruídos.
Os pneus triturados também são utilizados em obras de engenharia civil, incluindo estabilização de solos, drenagem, contenções e construção de aterros. Outra aplicação em crescimento é o combustível derivado de pneus, utilizado principalmente em cimenteiras e outras indústrias com elevado consumo energético.
Entre os métodos de processamento, a reciclagem mecânica ainda é a mais utilizada por apresentar maior facilidade de implantação, escala e custo competitivo. Já a pirólise aparece como uma das tecnologias com maior potencial de crescimento, devido à possibilidade de recuperar óleo, gás, aço e negro de carbono.
A região da Ásia-Pacífico liderou o mercado mundial em 2025, com aproximadamente US$ 3,9 bilhões em receitas e participação de 38,5%. A previsão é de que a região cresça, em média, 8,3% ao ano até 2034.
A América do Norte apareceu na segunda posição, com mercado estimado em US$ 2,6 bilhões, seguida pela Europa, com aproximadamente US$ 2,2 bilhões. América Latina, Oriente Médio e África são apontados como mercados emergentes, favorecidos pelo avanço das regulamentações e dos investimentos em infraestrutura de reciclagem.
Embora o estudo esteja concentrado no mercado de reciclagem, o crescimento do setor reforça uma visão mais ampla sobre a circularidade dos pneus. Antes de serem transformadas em novos materiais, carcaças em boas condições podem ter sua vida útil prolongada por meio da reforma.
A reforma e a reciclagem, portanto, ocupam etapas diferentes e complementares do ciclo. Enquanto a primeira preserva o valor do produto e permite seu retorno ao uso, a segunda aproveita seus componentes quando o pneu já não reúne condições técnicas para uma nova utilização.
Esse modelo contribui para reduzir o descarte, otimizar o uso de recursos naturais e transformar passivos ambientais em novas oportunidades econômicas. Para toda a cadeia produtiva, os números indicam que sustentabilidade, tecnologia e competitividade estarão cada vez mais conectadas nos próximos anos.
Fonte: Growth Market Reports, com informações publicadas pelo Tyrepress.
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