10 de fevereiro de 2026
O Índice ABCR referente a janeiro de 2026 caiu 1,0% na comparação dessazonalizada com dezembro. O índice que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas é construído pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias juntamente com a Tendências Consultoria.
Na comparação dessazonalizada, o resultado refletiu a queda de 0,9% em leves, apesar da alta de 2,0% nos veículos pesados.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice total avançou 1,5%, impulsionado pela alta de 1,8% no fluxo de veículos leves e de 0,5% do segmento de pesados
“Vale contextualizar os resultados por tipo de veículo. Apesar do recuo registrado em janeiro, o fluxo de veículos leves havia atingido, em dezembro de 2025, o maior patamar histórico. Esse quadro favorável sugere que a expansão da massa de renda do trabalho, somada às medidas governamentais voltadas ao aumento da renda e ao ambiente de inflação mais moderada em bens essenciais, tem estimulado as viagens das famílias. Além disso, o mercado de trabalho aquecido, com forte geração de vagas, impulsiona os deslocamentos diários para o trabalho. Em sentido oposto, atuam como freios as condições financeiras mais restritivas — que elevam o endividamento das famílias — e a inflação ainda elevada em serviços, incluindo aqueles relacionados ao lazer”, comentam os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert.
“No caso dos veículos pesados, a alta observada em janeiro representa uma recomposição parcial das perdas dos dois meses anteriores. O segmento reflete tanto os efeitos mais intensos dos juros sobre a produção industrial quanto expectativas menos favoráveis para a safra deste ano, embora o escoamento das principais culturas se concentre no final do primeiro trimestre. Por outro lado, a demanda aquecida por determinados bens de consumo, como aqueles vendidos em supermercados e farmácias, contribui para uma desaceleração menos intensa no fluxo de pesados”, pontuam.
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