27 de novembro de 2025
Foi nesse contexto que o painel “Descarbonização na Mobilidade Urbana: oportunidade de inovação com transição justa”, realizado em parceria com o Ministério das Cidades, reuniu especialistas e lideranças na Estação do Desenvolvimento da COP30, na Green Zone, em Belém (PA), na quinta-feira (20).
Representando o Sistema Transporte, a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, apresentou dados do Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa no Setor de Transporte para mostrar que os veículos leves concentram 48% das emissões do setor, enquanto os ônibus respondem por 10%. Ela alertou para a fuga de passageiros do transporte coletivo para o individual e reforçou a necessidade de políticas públicas que revertam esse movimento. “O transporte público não é vilão da cidade. Pelo contrário, ele é a solução para a poluição e para a mobilidade urbana”, afirmou.
Ao lado de Milena Braga Romano (Eletra) e Sérgio Avelleda (Urucuia), no debate moderado por Marcos Daniel Souza dos Santos (Ministério das Cidades), Fernanda defendeu a diversificação de fontes energéticas – como biometano, hidrogênio verde, diesel verde e eletromobilidade – e a qualificação da mão de obra, com a inclusão de mulheres no planejamento. “Não adianta reduzir cinco milhões de toneladas de emissões do transporte público se continuarmos permitindo que os veículos leves emitam quase 50 milhões. As políticas públicas precisam olhar para toda a sociedade”, completou.
Ao destacar o papel da indústria nacional na transição energética, Milena Braga argumentou que o Brasil tem condições de liderar a produção de tecnologias limpas aplicadas ao transporte coletivo. Ela ressaltou a importância de ampliar investimentos em inovação e infraestrutura para que soluções como ônibus elétricos e sistemas de recarga estejam disponíveis em larga escala, garantindo competitividade e sustentabilidade.
Já Sérgio Avelleda enfatizou que a descarbonização da mobilidade urbana precisa vir acompanhada de políticas públicas que priorizem o transporte coletivo e reorganizem o espaço urbano. Para ele, a transição só será efetiva se houver planejamento integrado, com corredores exclusivos, tarifas acessíveis e estímulo à mudança de comportamento da população, reduzindo a dependência do automóvel individual.
Ao final, o grupo destacou que a transição para uma mobilidade urbana sustentável não se limita à redução de emissões, mas também representa uma oportunidade de fortalecer a indústria nacional e gerar empregos qualificados. A inovação foi apontada como caminho para garantir que a mudança seja justa, equilibrada e capaz de ampliar o acesso ao transporte coletivo limpo e eficiente.
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