21 de abril de 2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das causas de deficiência visual podem ser prevenidas ou tratadas, no entanto, a cada 5 segundos uma pessoa fica cega no mundo, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que ainda estima um aumento significativo da cegueira e dos problemas de visão, até 2020, em função de fatores ligados aos hábitos cotidianos e doenças crônicas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam 6,5 milhões de brasileiros com deficiência visual. Ao redor do mundo, são cerca de 40 a 45 milhões de pessoas cegas e outros 135 milhões com limitações severas de visão, segundo a OMS. “A maioria desses casos poderia ter sido evitada se houvesse mais efetividade na prevenção e no tratamento. Uma rotina de visitas ao oftalmologista é fundamental para melhorar as condições de saúde ocular das pessoas no país”, explica Dr. André Gomes, médico oftalmologista e integrante do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.
Por isso a conscientização é tão importante e o Abril Marrom, desde 2016, é dedicado a geração de conhecimento e engajamento sobre a saúde ocular. O marrom foi escolhido por ser a cor da íris da maioria dos brasileiros. A íris é aquela parte mais visível e colorida dos olhos e tem como função controlar os níveis de luz que entra neles.
Três fatores são decisivos para a manutenção da saúde ocular: estilo de vida equilibrado, diagnóstico precoce e tratamento adequado. “Hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e prática de atividades físicas ajudam na preservação da saúde global do indivíduo, com ganhos importantes também na saúde ocular. Já no quesito prevenção, visitas regulares ao oftalmologista são a melhor forma de garantir um diagnóstico antecipado e o tratamento correto, que são fundamentais para que o paciente possa manter uma boa visão ao longo da vida”, afirma o especialista.
Entre as principais causas da cegueira em adultos estão a Catarata, o Glaucoma, o Edema Macular Diabético (EMD) e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).
A Catarata é uma lesão ocular que atinge a lente atrás da íris, conhecida como cristalino, tornando-a opaca, o que impede a passagem de luz e compromete a visão. “A princípio, o paciente tem a sensação de visão embaçada, como uma névoa. Com a progressão da doença, passa a enxergar vultos, podendo evoluir para cegueira”, aponta Dr. André Gomes. Sua principal causa é o envelhecimento e o tratamento é cirúrgico, com reversão total ou parcial do problema.
Já o Glaucoma tem origem no dano ao nervo óptico, com lesão irreversível das fibras nervosas que leva a perda da visão. O problema pode ser causado devido ao aumento da pressão ocular ou pela alteração do fluxo sanguíneo no nervo óptico. “Como o glaucoma é assintomático em sua fase inicial, a maneira mais efetiva de evitar agravamento é por meio da realização de exames periódicos. Isso porque quando as alterações de visão aparecem, costuma ser tarde demais”, diz Dr.
O Edema Macular Diabético (EMD) tem como característica o acúmulo de líquido na região central da retina, devido ao aumento a longo prazo dos níveis de açúcar no sangue, ocasionando a perda de acuidade visual de forma progressiva. “O Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior prevalência de diabetes, o que se traduz em quase 14 milhões de pessoas mais suscetíveis ao risco de desenvolver o Edema Macular Diabético, que é uma complicação bastante comum do diabetes descontrolado e deve ser acompanhado de perto”, reforça o especialista.
No caso da Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI), ocorre a deterioração da mácula (região central da retina) devido ao envelhecimento e fatores predisponentes. A enfermidade causa diminuição da visão com a presença de mancha central no campo de leitura. “Apesar da doença estar diretamente relacionada ao envelhecimento, pacientes que ao longo da vida se expuseram a grande quantidade de radiação solar, que levam uma dieta rica em gordura e são tabagistas também estão suscetíveis a alteração”, comenta Dr. André Gomes.
Queda foi de 10,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume havia atingido 6,1 milhões.
Os recursos serão disponibilizados em duas linhas de crédito do programa BNDES Mais Inovação, no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB).
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