15 de maro de 2026




NOTÍCIAS - Mercado



11 de setembro de 2025

Valor da produção agrícola brasileira recua 3,9% em 2024, mostra IBGE

Em ano de El Niño e enchente no RS, volume de grãos foi 7,5% menor


Em um ano marcado por condições climáticas desfavoráveis e queda nos preços internacionais, o valor da produção agrícola no país ficou em R$ 783,2 bilhões. Esse resultado representa recuo de 3,9% em 2024, na comparação com o ano anterior, e foi divulgado nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Produção Agrícola Municipal.

O ano de 2024 foi o segundo seguido de queda no valor da produção do campo. Em 2023, a retração foi de 2,3% ante 2022.

O valor de produção menor é explicado tanto pelas condições climáticas desfavoráveis à agricultura quanto pelos menores preços no mercado internacional, uma vez que grande parte da colheita brasileira é destinada à exportação.

Os produtos que mais contribuíram para a queda no valor de produção agrícola nacional foram a soja e o milho, que apresentaram queda de 5% e 12,9% na produção, respectivamente, além de terem sofrido com a retração dos preços no mercado internacional.

Apesar do recuo na soja, o país segue como maior produtor e maior exportador global da oleaginosa. A produção em 2024 ficou em 144,5 milhões de toneladas, com valor de R$ 260 bilhões.

Produção recua

A pesquisa Produção Agrícola Municipal traz informações como área plantada, colhida, produção e valor de venda de 64 produtos agrícolas, com detalhamento por municípios, estados e regiões.

A produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2024 foi de 292,5 milhões de toneladas, volume 7,5% menor que em 2023.

Já a área plantada no país somou 97,3 milhões de hectares, com expansão de 1,2% ante o ano anterior. Para se ter noção, essa área de plantio supera a dimensão do estado de Mato Grosso, que tem 90,3 milhões de hectares.

O IBGE lembra que 2024 foi comprometido pelo El Niño ─ aquecimento anormal das águas da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico.

“O ano foi marcado mais uma vez pela influência climática do fenômeno El Niño que, ao contrário dos anos anteriores, provocou estiagem prolongada mais severa no Centro-Norte do país, no Sudeste e parte do Paraná, com efeitos negativos na produtividade das culturas de verão”, descreve o instituto.

No Rio Grande do Sul, aponta o IBGE, o problema foram chuvas e alagamentos.



ESPECIAL
Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde

Em 12 meses, setor acumula alta de 1,6%, mostra IBGE

MERCADO
Inflação oficial recua para 3,81%, com variação de 0,7% em fevereiro

Reajuste das mensalidades escolares teve impacto no IPCA

ACONTECE
Índice ABCR apresenta estabilidade em fevereiro

Nos últimos doze meses, o índice total avançou 2,5%, fruto do aumento de 2,7% de veículos leves e 1,8% de pesados.

NOTíCIAS
Importação de pneus asiáticos pressiona indústria nacional e preocupa cadeia da reforma

ANIP encaminha ao MDIC um manifesto multissetorial pedindo medidas urgentes para reequilibrar o mercado e preservar a indústria nacional.









ABR - 11 99299-4340

PARA ANUNCIAR:
Total Live / Comunicação e Live Marketing
comercial@totallive.com.br
11 4979-4447 / 11 9.8565-5252


© Copyright 2021 - Todo os direitos reservados
ABR - Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus